Uso de Aminoácidos na Agricultura e a Trofobiose

Com a popularização do uso de aminoácidos na agricultura, os técnicos que sabem e usam os conceitos da trofobiose para manejo dos cultivos e criações, ficam querendo saber como agem os aminoácidos e como eles agem nas plantas.

Verificamos os efeitos de aumento de vigor, aumento na resistência a pragas e doenças, maior crescimento de flores, galhos e frutos, aumento de grau Brix de frutos e partes da planta.

Na trofobiose, é estabelecido que as plantas ficam mais atrativas a pragas e doenças quando há em sua seiva maior concentração de substâncias simples como açúcares redutores e aminoácidos que formam as moléculas complexas de polissacarídeos e proteínas, respectivamente.

Então tem-se a seguinte questão:

Como se explica que a aplicação de aminoácidos em plantas as tornam mais vigorosas e mais resistentes a pragas e doenças, pois poderíamos estar aumentando aminoácidos livres e poderia ter efeito contrário?

Por exemplo:

No interior da planta podemos ter os seguintes aminoácidos livres a espera de formação de proteínas:

Contém as seguintes quantidades de aminoácidos livres

A "receita" da proteína que a planta deseja formar é:

Com as seguintes aminoácidos livres:

A planta sintetizou e já tem 6 unidades de 10 unidades de e 8 unidades de . Faltam 3 unidades do aminoácido e 1 unidade do aminoácido que a planta nem tem em sua seiva, pois não teve elementos e condições de sintetizar.

Ao se pulverizar o AMINO FISH, estamos fornecendo quantidades mínimas, mas essenciais, os aminoácidos para a planta formar as proteínas programadas para aumentar florada, frutos, peso de grãos, resistência a pragas e doenças. Com a formação desta proteína, os aminoácidos livres da planta são utilizados e são retirados da seiva, o alimento principal de insetos e fungos, repelindo os insetos e dificultando ou interrompendo o desenvolvimento dos fungos. Insetos batem em retirada de plantas que não tem mais os aminoácidos livres.

Conclusão

Ao se pulverizar aminoácidos diluídos em plantas está se favorecendo a proteossíntese, que é o processo de formação das proteínas, com a utilização melhor dos aminoácidos livres na seiva da planta. A quantidade de aminoácidos na seiva diminui e os insetos, sem alimentos que consigam digerir, vão embora e os fungos diminuem o desenvolvimento.

Devido ao contínuo avanço do conhecimento sobre os processos biológicos das plantas, tem-se conseguido obter ampla visão das funções dos aminoácidos, desde o ponto de vista morfológico ou estrutural, como moléculas básicas das proteínas, até suas importantes funções bioquímicas e fisiológicas. As plantas sintetizam seus próprios aminoácidos a partir do nitrogênio inorgânico que absorvem da solução do solo, e de ácidos orgânicos, produto da fotossíntese, utilizando complexas reações enzimáticas que requerem um notável consumo de energia por parte da planta.

Absorção e utilização dos aminoácidos pelas plantas

Fornecendo-se uma solução com alto teor de aminoácidos livres a uma planta, observa-se que ela os absorve diretamente para que possa fazer uso imediato dos mesmos, incorporando-os ao seu metabolismo com uma incontestável economia de energia. Além disso, caso esse aporte seja feito nas fases críticas do ciclo produtivo da cultura (floração, frutificação, maturação) e nos processos de superação de estados de estresse (hídrico, térmico, salino, transplante, etc.) livramos a planta do trabalho de sintetizar os aminoácidos, com uma conseqüente ajuda energética.

Pode-se afirmar que os aminoácidos livres e peptídicos de baixo peso molecular são substancias nutritivas de fácil absorção e assimilação (Schobert et al. 1988), tanto por via foliar como radicular, transportando-se aos órgãos da planta nos quais existe uma maior demanda devido a sua atividade, como é o caso das brotações, flores e frutos. (Kato et al., 1985).

O uso de aminoácidos potencializa os mecanismos naturais que a planta possui para enfrentar qualquer situação adversa, além de incrementar sua velocidade de resposta frente a essas condições, já que não tem que investir energia para sintetizar aminoácidos imprescindíveis nessas circunstâncias.

Os aminoácidos desempenham um papel importante no aumento da resistência das culturas ao estresse hídrico e salino, devido ao seu acúmulo no citoplasma, compensando a pressão osmótica exterior (Buhl & Stewart, 1983). O mesmo mecanismo é eficaz para a prevenção nas geadas, além de possibilitar à planta seguir sintetizando proteínas quando a atividade fotossintética fica diminuída pelas baixas temperaturas.

Além disso, estão associadas aos aminoácidos as propriedades estabilizadoras do metabolismo, já que permitem a tradução do m-RNA, atuando como protetores da síntese protéica (Aspinall, 1986).

Tem-se demonstrado em vários experimentos o efeito que os aminoácidos desempenham no controle estomático das plantas cultivadas em situações de estresse(Pinôl & Escaich, 1995). Essas moléculas favorecem a abertura estomática, permitindo maior intercâmbio de gases e ativando a síntese de clorofilas e a atividade da enzima responsável pela fixação de CO2 (Rubisco). Tudo isso favorece o processo da fotossíntese, provocando maior produção e melhor resistência aos estresses, além de maior aproveitamento dos produtos fitossanitários.

O aporte de aminoácidos com elementos minerais, formam quelatos que translocam pelo sistema vascular (Mullins et al., 1986), ao mesmo tempo em que os aminoácidos favorecem a permeabilidade da membrana celular, obtendo-se uma maior eficácia na adubação.

As exigências de aminoácidos por parte das plantas estendem-se durante todo seu ciclo. Essas moléculas desempenham importante função nutritiva desde antes da germinação, já que representam para o embrião da semente, a principal fonte de nitrogênio orgânico. Uma vez iniciada a etapa da germinação, contribuem para formação das enzimas catabólicas (proteases, amilases, lipases, etc.) encarregadas de realizar a hidrólise específica das substâncias de reserva armazenadas no endosperma (Escaich et al., 1991 B). Posteriormente, participam de diferentes processos tais como: a síntese de proteínas; a formação de fito-hormônios como algumas auxinas, etileno, poliaminas, porfirinas, etc.; a regulação do balanço hídrico nas plantas como moléculas quelantes de íons necessários para o desenvolvimento da planta, entre outras funções.

Vantagens do uso do Amino Fish

- Favorece proteossíntese, diminuindo aminoácidos livres na seiva, diminuindo pragas e doenças
- Estimula a formação de substâncias de defesa da planta
- Favorece a fotossíntese e aumenta vigor da planta
- Fornece energia e condições para a planta superar situações de estresse
- Promove o maior florescimento, frutificação e enchimento de frutos e grãos

Resultados de campo

Manga: pulverizado a 1L/ha em 2 vezes antes e durante florada, tem alongado a panícula diminuído ataque de antracnose, aumentando o pegamento de frutos. Cana: no sulco de plantio e pós emergência, tem favorecido o crescimento e aumentado o ºBrix.

 

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