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Identificação da Espécie: Taxonomia Nome científico: Calophyllum brasiliensis Nomes Populares: olandi; guanandi; guanandi-carvalho; guanandi-cedro; guanandi-lombriga; guanandi-piolho; guanandi-poca; landim; olandim; pindaíva; Descrição Botânica Hábito: Arbóreo Morfologia Foliar: folhas simples, opostas, elípticas, glabras, coriáceas, de 5 a 15cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. Apresentam nervuras laterais muito próximas, pecíolo verde-escuro, lustroso, com até 2cm de comprimento. Flor: Inflorescência Tipo de Fruto: Carnoso Distribuição, Clima e Fenologia SC - Grande Florianópolis Ecologia Grupo Ecológico: Climácica Estrato: Superior Tipologia Florestal: Campos naturais: rupestres ou de altitude Tipos de Dispersão Hidrocórica: os frutos são levados pelas águas pluviais e fluviais, devido a sua ocorrência freqüente junto aos cursos de água Características Biofísicas Solos Argissolo: solos aluviais, com drenagem deficiente, em locais úmidos, periodicamente inundáveis e brejosos e com textura arenosa a franca Altitudes 1 - Até 400m
Utilidades Alimentação da Fauna Silvestre: os frutos são muito procurados por tucanos, veados e morcegos Descrição Árvore de 40 a 45 metros de altura, que alcança até 180 cm de diâmetro. Copa redonda, folhagem verde-escuro com galhos obliquamente ascendentes, fuste reto, cilíndrico, base cônica ou alargada, sem raízes tabulares. A casca é cinzenta, áspera, dura e com estreitas fissuras longitudinais. As folhas são simples, inteiras, opostas, oblongo-lanceoladas, de 5 a 18 cm de comprimento e 2,5 a 5 cm de largura. Ápice acuminado, base coneiforme a obtusa, glabras com pecíolos de 1 a 2,5 cm de comprimento. O guanandi apresenta ampla distribuição natural, desde o México através da América Central e Antilhas, até a América do Sul. Encontra-se desde o nível do mar a até 1.500 m de altitude, em locais com precipitação entre 1.400 mm e 3.500 mm e temperatura entre 20º e 28º C. O guanandi é uma espécie heliófila com grande agressividade sobre a vegetação brejosa mais esparsa. Entretanto, consideram-no espécie esciófila, que se regenera abundantemente à sombra. Por isso, necessita de sombreamento de intensidade média na fase juvenil. Esta espécie não é tolerante a baixas temperaturas, mesmo sobplantio em vegetação matricial arbórea. Hábito Apresenta crescimento monopodial com galhos finos. A desrama natural do guanandi é fraca, necessitando de poda dos galhos. O guanandi é usado para arborização de culturas perenes, como o café e o cacau no México e para arborização de pastos em Cuba. É usado ainda, no mesmo país, para cercas vivas e quebra-ventos. Na Bolívia é recomendado seu uso em quebra-ventos, como componente das fileiras centrais das cortinas de três ou mais fileiras ou para o enriquecimento de cortinas naturais. É mais recomendável combinar com outras espécies na fileira central. Nas cortinas, plantar de 4 a 5 m entre as árvores. O guanandi está na lista de espécies florestais tropicais amazônicas que devem ser consideradas em programas de conservação de recursos genéticos in situ e ex situ . Embora ainda freqüentes, em algumas localidades as populações de guanandi estão sofrendo forte pressão, seja pela exploração ilegal de madeira, como nas florestas da planície do litoral norte do estado do Paraná ou pela destruição da floresta ciliar, que ocorre principalmente no interior do estado de São Paulo, devido ao avanço das áreas agrícolas. A espécie está ameaçada de extinção no Paraguai, pela perda permanente de seu habitat, futura área de inundação para a instalação da represa hidrelétrica de Yacyretá. |
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