Calophyllum brasiliensis - OLANDI

Identificação da Espécie: Taxonomia

Nome científico: Calophyllum brasiliensis
Descritor: Cambessedes
Família Sinonímia: Clusiaceae
Botânica: Calophyllum antillanum, Calophyllum rekoi 

Nomes Populares: olandi; guanandi; guanandi-carvalho; guanandi-cedro; guanandi-lombriga; guanandi-piolho; guanandi-poca; landim; olandim; pindaíva;  

Descrição Botânica

Hábito: Arbóreo

Morfologia Foliar: folhas simples, opostas, elípticas, glabras, coriáceas, de 5 a 15cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. Apresentam nervuras laterais muito próximas, pecíolo verde-escuro, lustroso, com até 2cm de comprimento.  

Flor: Inflorescência

Tipo de Fruto: Carnoso  

Distribuição, Clima e Fenologia

SC - Grande Florianópolis
PR - Noroeste
SC - Sul
PR - Metropolitana de Curitiba
SC - Norte

Ecologia

Grupo Ecológico: Climácica

Estrato: Superior  

Tipologia Florestal:

Campos naturais: rupestres ou de altitude
Cerrado: na mata ciliar
Floresta Estacional: Semidecidual Aluvial e Montana
Floresta Ombrófila Densa: nas formações Aluvial, das Terras Baixas e Baixo-Montana
Restinga

Tipos de Dispersão

Hidrocórica: os frutos são levados pelas águas pluviais e fluviais, devido a sua ocorrência freqüente junto aos cursos de água
Zoocórica: sementes dispersas principalmente por morcegos e aves. O morcego como os frutos e depois regurgita as sementes limpas

Características Biofísicas

Solos

Argissolo: solos aluviais, com drenagem deficiente, em locais úmidos, periodicamente inundáveis e brejosos e com textura arenosa a franca
Latossolo

Altitudes

1 - Até 400m
2 - Entre 400m e 800m
3 - Entre 800m e 1500m

Utilidades

Alimentação da Fauna Silvestre: os frutos são muito procurados por tucanos, veados e morcegos
Apícola
Carpintaria: cabos de vassoura e cabos de ferramentas
Carvão: de qualidade regular
Confecção de dormentes
Construção Civil: como caibros, ripas, rodapés, molduras, tábuas, embalagens
Construção Naval: madeira própria para confecção de canoas e mastros de navios
Marcenaria: móveis finos
Medicinal: o chá das folhas e da casca são muito empregados no tratamento do diabete; no preparo do chá, deve-se retirar a resina que flutua na água
Obras expostas: como moirões, pontes e postes
Óleos essenciais: do fruto extrai-se óleo industrial com 44% de pureza
Outras: a madeira tem ótima aceitação na indústria de barris para depósito de vinho
Paisagístico: árvore bastante ornamental, usada em arborização de praças, ruas e avenidas
Produção de Celulose e Papel: madeira boa para produção de papel
Produção de Goma-resina: a goma é exsudada pela casca; é amarela, espêssa, aromática, de sabor acre e amargoso, com aplicações na veterinária
Reflorestamento para recuperação ambiental: indicado para reposição de mata ciliar em locais sujeitos a inundações periódicas de média a longa duração
Tanino: folhas e casca dão tanino.

Descrição

Árvore de 40 a 45 metros de altura, que alcança até 180 cm de diâmetro. Copa redonda, folhagem verde-escuro com galhos obliquamente ascendentes, fuste reto, cilíndrico, base cônica ou alargada, sem raízes tabulares. A casca é cinzenta, áspera, dura e com estreitas fissuras longitudinais. As folhas são simples, inteiras, opostas, oblongo-lanceoladas, de 5 a 18 cm de comprimento e 2,5 a 5 cm de largura. Ápice acuminado, base coneiforme a obtusa, glabras com pecíolos de 1 a 2,5 cm de comprimento.

O guanandi apresenta ampla distribuição natural, desde o México através da América Central e Antilhas, até a América do Sul. Encontra-se desde o nível do mar a até 1.500 m de altitude, em locais com precipitação entre 1.400 mm e 3.500 mm e temperatura entre 20º e 28º C.

Cresce bem em solos aluviais, argilosos ou sílico-argilosos, úmidos até saturados por água e ácidos (pH 4,5 a 6,0). Na América Central é encontrado em solos ricos em ferro e alumínio e pobres em potássio e fósforo. As características da região de Fernão, no interior do estado de São Paulo, a aproximadamente 400 km da capital, preenchem adequadamente os requisitos básicos para um cultivo apropriado do guanandi.

Características silviculturais

O guanandi é uma espécie heliófila com grande agressividade sobre a vegetação brejosa mais esparsa. Entretanto, consideram-no espécie esciófila, que se regenera abundantemente à sombra. Por isso, necessita de sombreamento de intensidade média na fase juvenil. Esta espécie não é tolerante a baixas temperaturas, mesmo sobplantio em vegetação matricial arbórea.

Hábito

Apresenta crescimento monopodial com galhos finos. A desrama natural do guanandi é fraca, necessitando de poda dos galhos.

Sistemas agroflorestais

O guanandi é usado para arborização de culturas perenes, como o café e o cacau no México e para arborização de pastos em Cuba. É usado ainda, no mesmo país, para cercas vivas e quebra-ventos. Na Bolívia é recomendado seu uso em quebra-ventos, como componente das fileiras centrais das cortinas de três ou mais fileiras ou para o enriquecimento de cortinas naturais. É mais recomendável combinar com outras espécies na fileira central. Nas cortinas, plantar de 4 a 5 m entre as árvores.

Conservação de recursos genéticos

O guanandi está na lista de espécies florestais tropicais amazônicas que devem ser consideradas em programas de conservação de recursos genéticos in situ e ex situ . Embora ainda freqüentes, em algumas localidades as populações de guanandi estão sofrendo forte pressão, seja pela exploração ilegal de madeira, como nas florestas da planície do litoral norte do estado do Paraná ou pela destruição da floresta ciliar, que ocorre principalmente no interior do estado de São Paulo, devido ao avanço das áreas agrícolas. A espécie está ameaçada de extinção no Paraguai, pela perda permanente de seu habitat, futura área de inundação para a instalação da represa hidrelétrica de Yacyretá.

 

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