Tabebuia roseo-alba (Ridl.) Sand. Família Bignoniaceae Nomes Populares Ipê-branco, pau-d'arco, ipê-do-cerrado Sinonímia botânica Bignonia roeo-alba Ridl., Tecoma adontodiscus Bur. et K. Sch., Tabebuia odontodiscus (Bur. et K. Sch.) Tol., Tecoma piutinga Pilg., Tabebuia piutinga (Pilg.) Sand., Tecoma papyrophloios K. Sch., Tabebuia papyrophloios (K. Sch.) Melc., Handroanathus roseo-albus (Ridl.) Mattos Características Morfológicas Altura de 7-16 m, dotada de copa alongada. Tronco ereto, de 40-50 cm de diâmetro, com casca suberosa e superficialmente fissurada. Folhas compostas trifolioladas; folíolos levemente pubescentes em ambas as faces, os menores com 6-11 cm de comprimento e o maior com 8-13 cm. Ocorrência Norte do estado de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, na floresta latifoliada semidecídua. Madeira Moderadamente pesada, macia, superfície lustrosa, de ótima durabilidade em ambientes internos. Utilidade A madeira pode ser empregada na construção civil, principalmente para acabamentos internos. A árvore é extremamente ornamental, não somente pelo exuberante florescimento que pode ocorrer mais de uma vez por ano, mas também pela folhagem densa de cor verde azulada e forma piramidal da copa. É ótima para o paisagismo em geral, o que já é amplamente utilizada; é particularmente útil para a arborização de ruas e avenidas, dado ao porte não muito grande. Em função de sua adaptação a terrenos secos e pedregosos, é muito útil para reflorestamentos nesse tipo de ambiente, destinados à recomposição da vegetação arbórea. Informações ecológicas Planta decídua, heliófita e seletiva xerófita, característica de afloramentos rochosos e calcários da floresta semidecídua. Ocorre tanto no interior da mata primária como nas formações secundárias. É esparsamente encontrada também na caatinga do nordeste brasileiro. É particularmente freqüente nos terrenos cascalhentos das margens do pantanal mato-grossense. Produz anualmente grande quantidade de sementes, facilmente disseminadas pelo vento. Fenologia Floresce principalmente durante os meses de agosto-outubro com a planta totalmente despida da folhagem. Os frutos amadurecem a partir de outubro. Obtenção de sementes Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 71.000 sementes.
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